Detalhes do Trabalho

Título PT-BR:

Escolaridade e conhecimento alimentar na gestação

Autor:

Cléo de Paula Barberis

Orientador:

Claudia Sebba Tosta de Souza

Titulação do Orientador:

Mestra

Curso:

Nutrição

Tipo de Trabalho:

Trabalho de Conclusão de Curso

Assunto:

Escolaridade ; Gestação ; Alimentação

Ano de Defesa:

2025

Biblioteca:

Digital

Área de Concentração:

Ciências da saúde

Linha de Pesquisa:

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Resumo:

Introdução. A alimentação adequada durante a gestação é fundamental para assegurar a saúde materno-infantil, uma vez que o período gestacional é marcado por aumento das necessidades nutricionais decorrentes do crescimento e do metabolismo fetal. O nível de escolaridade da gestante destaca-se como um fator importante, capaz de influenciar diretamente o conhecimento sobre práticas alimentares saudáveis e, consequentemente, impactar as escolhas alimentares feitas nesse período. Estudos indicam que mulheres com menor escolaridade apresentam maior vulnerabilidade informacional e nutricional, o que pode repercutir negativamente tanto na sua saúde quanto no desenvolvimento do feto. Objetivo: Verificar a relação entre a escolaridade e o conhecimento alimentar na gestação, avaliando a ingestão alimentar por meio do Questionário de Frequência Alimentar (QFA) e identificando padrões associados a diferentes níveis educacionais. Método: Trata-se de um estudo transversal, de campo e descritivo, realizado com gestantes atendidas em um ambulatório hospitalar de uma cidade do sul de Minas Gerais. A amostra foi composta por mulheres maiores de 18 anos que aceitaram participar e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram aplicados um questionário sociodemográfico e o QFA. Os dados foram tabulados e analisados em planilhas do Microsoft Excel 2019. Resultado: Observou-se que a maioria das participantes apresentou nível médio de escolaridade. Observou-se que gestantes com escolaridade ensino fundamental completo e incompleto apresentaram o maior consumo diário de alimentos in natura e o menor consumo de ultraprocessados, mantendo um padrão alimentar mais tradicional e menos influenciado por produtos industrializados. Entre as gestantes com ensino médio e superior, o consumo de alimentos in natura permaneceu elevado, porém com maior presença de ultraprocessados na dieta, indicando uma associação entre alimentos saudáveis e industrializados. Conclusão: Verificou-se que o nível de escolaridade, isoladamente, não assegura padrões alimentares mais adequados durante a gestação. Esses achados reforçam a necessidades reforçam a necessidade de intervenções educativas no pré-natal que considerem múltiplos fatores, incluindo aspectos culturais, sociais e comportamentais, a fim de promover hábitos saudáveis e contribuir para a saúde materno-infantil

Palavras-Chave PT-BR:

Escolaridade , Gestação , Alimentação